segunda-feira, 30 de março de 2015

[Inteligenciaempresarial] Boletim do Crie - Convite para palestra

Marcos Cavalcanti foi meu professor no Mestrado em Eng de Produção na COPPE nos anos 90. Ele tinha acabado de se doutorar na França e volta e meia apresentava ideias bem provocativas. Um exemplo, na época a telefonia no Brasil era horrorosa (levava 2 anos para se conseguir um telefone fixo) e ele provocava a gente dizendo q vinha uma revolução aí e que em 10 anos ia sobrar telefone. Não é q ele estava certo! 20 anos depois, ele continua provocando. Assim reproduzo o post abaixo q achei bem interessante e convido vcs para ver o blog dele http://oglobo.globo.com/blogs/inteligenciaempresarial/
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O professor Yves Doz (professor da melhor universidade francesa de Administração, o INSEAD, e autor do livro "Fast") costuma dizer que "Muitas empresas morrem não porque façam coisas erradas, mas por continuarem a fazer o que era certo por um tempo longo demais..." (Most companies die not because they do the wrong things, but because they keep doing the right things too long)

No início da década de 90, quando minha filha que está se formando na faculdade nasceu, as cinco maiores empresas do mundo eram das indústrias de petróleo e automobilística:
1) General Motors
2) Shell
3) Exxon
4) Ford
5) Toyota

Hoje, segundo a Forbes, as cinco maiores empresas são dos setores de tecnologia e serviços (exceto a Exxon):
1) Apple (cujo valor de mercado é de U$ 483 bilhões
2) Exxon (U$ 422 bilhões)
3) Google (U$ 382 bilhões)
4) Microsoft (U$ 343 bilhões)
5) Berkshire Hatahaway (U$ 309 bilhões)

Além disso, a UBER, a maior empresa de táxis do mundo, não possui nenhum veículo em sua frota; o FACEBOOK e o GOOGLE, as duas maiores empresas de mídia do mundo não produzem nenhum conteúdo; ALIBABA e a AMAZON, as duas maiores empresas varejistas do mundo, praticamente não possuem produtos em
seus estoques; a AIRBNB, a maior empresa de hospedagem do mundo não é proprietária de nenhum imóvel...

O mundo mudou! Não vivemos mais na sociedade industrial. A redução do IPI (imposto sobre produtos industrializados) para a indústria automobilística brasileira, praticada de 2009 a 2015 provocou um impacto positivo no PIB de apenas 0,1% e um impacto menor ainda, de 0,04%, no nível de emprego (veja os links visitando meu blog, no endereça aí embaixo). O que funcionava na antiga economia não funciona mais da mesma maneira numa economia que se transformou e é, cada vez mais, digital e intensiva em conhecimento.

Para dar conta de entender este novo mundo e capacitar profissionais para atuarem nele, o CRIE (Centro de Referência em Inteligência Empresarial) lançou um curso de pós graduação lato sensu em Big Data e Inteligência na Rede batizado de WIDA (Web Intelligence and Digital Ambiance).

E para apresentar o curso e debater os desafios que o ambiente digital coloca para as empresas e profissionais estamos organizando uma palestra no dia 15 de abril, quarta feira, no centro da cidade do Rio de Janeiro.

PARA ANOTAR NA AGENDA

Palestra: "Que profissionais e empresas sobreviverão no século XXI?
Prof, Marcos Cavalcanti
Dia 15 de abril, quarta feira, de 12h às 13h30
Local: Rua do Carmo 71, 2o andar, Centro, Rio de Janeiro

Para se inscrever na palestra mande um email para wida@crie.ufrj.br